Letramento racial mobiliza mais de 150 pessoas em evento do TRT-11 na Universidade Nilton Lins em Manacapuru

Evento realizado na Universidade Nilton Lins reuniu estudantes, professores e integrantes da comunidade acadêmica para debates sobre letramento racial.

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), por meio do Comitê de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade, realizou em 24 de abril de 2026 o evento “Letramento Racial” na Universidade Nilton Lins – Unidade Manacapuru/AM. A iniciativa reuniu mais de 150 pessoas, entre estudantes, professores e integrantes da comunidade acadêmica, e teve como objetivo fortalecer o debate sobre relações raciais, equidade e justiça social no ambiente acadêmico e profissional.

Participação institucional e público

Estiveram à frente da atividade a juíza do Trabalho Yone Silva Gurgel Cardoso, coordenadora do Comitê de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-11, e o juiz do Trabalho André Fernando dos Anjos Cruz, além de outros membros do Comitê. O destaque foi a participação ativa dos alunos da instituição, que promoveram questionamentos, reflexões e manifestações ao longo da programação, favorecendo um ambiente de escuta e construção coletiva do conhecimento.

Abordagens e conteúdos trabalhados

Durante o evento, os participantes discutiram a construção social do racismo, seus impactos estruturais e os mecanismos necessários para seu enfrentamento. Conforme a organização, o objetivo foi mostrar que o racismo não se limita a atos isolados de preconceito, mas constitui um fenômeno histórico, cultural e estrutural, reproduzido em práticas sociais, institucionais e cotidianas.

A juíza Yone Gurgel destacou a importância do processo de autorreflexão como ponto de partida para a transformação social. Ela afirmou que cada pessoa traz uma construção histórica e sociocultural formada por família, escola, religião, silêncios e narrativas absorvidas ao longo da vida. Ao provocar um exercício de “espelho pessoal”, convidou os presentes a refletirem sobre ausências naturalizadas e sobre quais vozes encontram mais espaço de escuta na sociedade. A magistrada citou o escritor James Baldwin: “Não tudo que é enfrentado pode ser mudado, mas nada pode ser mudado até que seja enfrentado”.

Estudos de caso e educação racial

O juiz André dos Anjos conduziu estudos de caso com abordagem didática e reflexiva, partindo da perspectiva da educação racial. Segundo ele, a educação racial é instrumento de conscientização e transformação social e ajuda a identificar e questionar padrões sociais que são aprendidos e reproduzidos. A metodologia adotada incentivou a participação do público e ampliou o debate sobre discriminação, privilégios e exclusão.

Com a adesão expressiva do público acadêmico, o Comitê de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-11 destacou a importância de iniciativas que promovam diálogo, formação e conscientização. De acordo com os organizadores, novas ações de letramento racial estão previstas para este ano em outros municípios do interior do Amazonas.

Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Comitê de Equidade, com edições da Coordcom
Fotos: Arquivo do Comitê de Equidade

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Publicado em: 01/06/2026 às 13:17
Categoria(s): TRT11